Jorge do Bandolim – 90 anos

Nasci numa família de músicos, meus pai e seus tios, João e Armando, foram minhas grandes inspirações.
Na época eu tinha apenas cinco anos. “Quem é filho de matemático tem que saber ao menos matemática”, compara.
Era do meu pai o bandolim onde aprendi a tocar chorinho.
O instrumento já está comigo há 81 anos e em bom estado.

Sou autodidata e as poucas aulas de música que fiz com o professor José Tito Alves da Silva, aos nove anos de idade, foi mais por curiosidade pois eu não era muito aplicado, mas aprendi um pouco de cavaquinho, bandolim, violão e até violino. A música pra mim não era uma coisa muito séria, eu sempre toquei por hobby” ele diz.

Por volta dos meus 60 anos, ao lado do maestro Cunha e de outros amigos músicos, criamos do Clube do Choro Pixinguinha, do qual ainda faço parte.

Gostaria de compartilhar para o Projeto Felicidade Existe, no Mutirão da Saúde Emocional, uma canção que gravei com minha filha Ana Morena, que diz ter seguido sua carreira pois sempre que podia ia junto comigo nas apresentações e aos poucos foi se interessando, aprendendo a tocar violão e depois se descobriu como cantora.

Acredito que em momentos de pandemia e quarentena, nossa experiência de vida possa ensinar aos mais jovens sobre disciplina, de como cultivar um hobby e o quanto a música é especial e curativa em nossas vidas, mesmo em momentos tão difíceis, é nestes momentos que nos reinvetamos.

Espero que aproveitem o som e se quiserem ouvir um pouco mais, tenho no YouTube algumas gravações.

Forte abraço para todos.
Fiquem firmes!